Máquinas incríveis de fazer nada
O primeiro computador que eu tive, e não esperem que eu diga mais além disso, foi um Compaq cuja torre ficava logo embaixo do monitor. Não sei as especificações, e se soubesse seria 0,57777…% mais deprimido. De qualquer forma, era um aparelho simpático, de cujo Windows 3.1 (+0,2%) pude extrair momentos de puro êxtase. Não programei nada precocemente, não descobri como nada funcionava, mas gostava muito de jogar com os programas que chegavam até a arcana máquina.
Um desses joguinhos tinha como objetivo geral arranjar diversos objetos (polias, cordas, motores, geradores de eletricidade, gatos, ratos, bolas de basquete etc…) de uma forma demasiadamente elaborada para realizar tarefas simples, como acender uma vela. Esse tipo de máquina tem nome, por incrível que pareça — Rube Goldberg machine — e foi a inspiração para o jogo em questão, The Incredible Machine, que teve dezenas de versões e fez um sucesso estrondoso entre as pessoas que não tinham namorada.
A versão que rodava no meu Compaq druida era de ’94, creio. Não sei se a versão que eu consegui baixar de um estivador contrabandista de abandonwares na porta de um colégio de freiras é a de ’94, e não me lembro exatamente da interface, são todos meio parecidos… e sensacionais; recomendo e disponibilizo para download (são uns 500kb) por pura bondade.