Então é isso aí, negada

28 September, 2009

Lançamento do primeiro romance, festas e muita rumba:

apareçam, ingratos

Apareça e conheça minha mãe.

Mix-tape: Astrophysics & etc.

23 June, 2009

Graças aos esforços heréticos do meu irmão mais novo para se tornar um astrônomo sem-Deus, pude compilar alguns vídeos e bricabráques interessantes para o desgosto profundo de quem veio aqui atrás de má literatura:

The Universe on a String: Brian Greene explicando, em bom e simplório inglês (e figuras animadas e coloridas), o que é a Teoria das Cordas.

From Universe to Multiverse: Michio Kaku explicando, em bom e simplório inglês (sem figuras), o conceito de multiverso e o contraponto com o Budismo.

Adventures of an Urban Astrophysicist: Neil Tyson explicando por que todos estão falando em bom e simplório inglês, dentre outras muitas coisas.

Boas Novas novas

18 June, 2009

Olá, visitante. Se você já esteve aqui, vai perceber que a coisa está um pouco mudada: a data mudou para 2009, Obama foi eleito, etc. Além do mais, agora este blógue faz parte de um portal narcisista que leva meu nome. A intenção era puramente me divertir codificando CSS e brincando de paint no photoshop, mas a coisa ficou grande demais e virou isso aí que vocês estão vendo. Outra boa notícia: em breve (breve-agosto-setembro) lançarei meu primeiro romance, que alguns de vocês já conhecem por culpa da Macaco Infinito (que foi extinta devido a uma singela questão contratual). Nas semanas vindouras, trarei mais notícias. Por ora, fiquem com o imenso portal que eu criei e divirtam-se.

Grande abraço.

Máquinas incríveis de fazer nada

25 January, 2008

O primeiro computador que eu tive, e não esperem que eu diga mais além disso, foi um Compaq cuja torre ficava logo embaixo do monitor. Não sei as especificações, e se soubesse seria 0,57777…% mais deprimido. De qualquer forma, era um aparelho simpático, de cujo Windows 3.1 (+0,2%) pude extrair momentos de puro êxtase. Não programei nada precocemente, não descobri como nada funcionava, mas gostava muito de jogar com os programas que chegavam até a arcana máquina.
Um desses joguinhos tinha como objetivo geral arranjar diversos objetos (polias, cordas, motores, geradores de eletricidade, gatos, ratos, bolas de basquete etc…) de uma forma demasiadamente elaborada para realizar tarefas simples, como acender uma vela. Esse tipo de máquina tem nome, por incrível que pareça — Rube Goldberg machine — e foi a inspiração para o jogo em questão, The Incredible Machine, que teve dezenas de versões e fez um sucesso estrondoso entre as pessoas que não tinham namorada.
A versão que rodava no meu Compaq druida era de ’94, creio. Não sei se a versão que eu consegui baixar de um estivador contrabandista de abandonwares na porta de um colégio de freiras é a de ’94, e não me lembro exatamente da interface, são todos meio parecidos… e sensacionais; recomendo e disponibilizo para download (são uns 500kb) por pura bondade.

Mais:
° faça o download de The Incredible Machine

Vagabundos Iluminados

24 January, 2008

Há coisas que eu compreendo; outras nem tanto. No esforço para seguir aprendendo qualquer coisa — uma pequena obsessão pessoal —, me deparei com o Budismo. Isso foi há muito tempo atrás, quando ainda não tinha religião e estava perdido no mar da ignorância, essas coisas. Estudar tomos arcanos vindos de terras distantes me parecia sedutor. E, de quebra, poderia arrumar uma religião no caminho. Tinha uns bons 15 anos na época, e talvez, se tivesse jogado mais futebol, seria um garoto mais normal.
De qualquer forma, acabei não me convertendo e arrumando desculpas passivamente agressivas a respeito (“não fico bem de cabelo raspado e túnica laranja”). Creio que escorreguei no Budismo e até hoje tenho um pé atrás com ele muito pelo fato de não ter entendido bem o sistema como um todo. Funciona para os orientais e para as dondocas praticantes de ioga (parece que para o Fernando, o honorabilíssimo único comentarista fixo do blógue, também), para mim, nem tanto.
No entanto, após ter descoberto os ensinamentos do iluminado mestre Dza Patrul Rinpoche, o Budismo teve uma segunda chance. Não como crença principal no meu panteão, mas sim como artigo acessório portador de pílulas de sabedoria:

Konchog Paldron recebeu extensivos ensinamentos de muitos mestres iluminados, inclusive do Mestre Manjusri Jamyang Khyentse e do primeiro Jamgon Kongtrul. Porém, foram as compassivas instruções orais de Patrul Rinpoche que despertaram sua mente búdica inerente. Ela mais tarde transmitiu os ensinamentos Dzogchen de Dza Patrul para muitos praticantes.
Um dia, falando em verso, Patrul lhe disse:

"Não prolongue o passado,
Não convide o futuro,
Não altere sua atenção natural -
Não tema aparências.
Não há nada além disso!"

Ao ouvir estas palavras, Konchog Paldron inesperadamente vivenciou grande iluminação. Patrul havia falado em um grosseiro dialeto nômade. A frase final soava como "Fora isso, não há mais merda nenhuma!".
Isto ficou conhecido como "O Ensinamento Mais-Merda-Nenhuma". Tem sido passado de mestre a discípulo até os dias de hoje.

Leia:
° alguns ensinamentos de Dza Patrul Rinpoche